Ibovespa acumula queda de 1,7% na semana; Wall St. fica perto da estabilidade


São Paulo, 21/02 (Enfoque) – As bolsas de valores do Brasil dos Estados
Unidos tiveram na terceira semana de fevereiro resultados opostos. Por aqui,
após dois dias de perdas expressivas, as bolsas se recuperaram, mas não o
suficiente para eliminar o placar negativo.

Já em Wall Street,
com a segunda-feira fechada devido a um feriado federal, as bolsas chegaram à
sexta-feira praticamente estável. O desempenho no último dia da semana serviu
para consolidar o resultado negativo.

A semana mais curta teve como grande destaque os dados da inflação nos
EUA, além da divulgação da ata da reunião do Fomc. Além disso, foram divulgados
dados negativos da atividade industrial americana e também na China.

Mercado Externo

Com o feriado de segunda, o primeiro indicador de destaque foi divulgado apenas
na terça-feira. Foi o caso do que mede a atividade industrial na região de Nova
York. De acordo com escritório regional do Federal Reserve, o indicador recuou
de 12,51 pontos para 4,48 pontos, sendo que o mercado estimava 8,5 pontos.

Pouco mais tarde, a Associação Nacional dos Construtores de Casas divulgou que
seu índice do mercado imobiliário teve sensível queda em fevereiro, indo dos 56
pontos do mês anterior para 46 pontos. Os analistas acreditavam que o indicador
ficasse em 56 pontos.

Na quarta-feira, o Departamento de Comércio destacou que, em janeiro, o índice
de casas iniciadas foi a 880 mil, depois de atingir 1,048 milhão em dezembro. Para as
permissões de construção, o resultado foi de 937 mil, ante 991 mil do mês
anterior.

Já o Departamento de Trabalho apontou que a inflação do atacado teve alta de
0,2% em janeiro, mesmo resultado do mês anterior. Para o núcleo, foi registrado
leve avanço 0,1%.

Na parte da tarde, o Fed divulgou a ata da reunião do Fomc. O documento mostra
discordâncias entre os membros do conselho sobre a continuidade do corte de
estímulos à economia e também sobre a manutenção dos juros em níveis baixos.

Na quinta-feira, foram divulgados números da inflação ao consumidor. O mercado
apostava em alta de 0,1% no indicador cheio e de 0,2% para o núcleo. O
resultado divulgado foi, respectivamente, de 0,1% e 0,1%.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego apresentaram na última semana leve
queda, indo de 339 mil para 336 mil. No período de quatro semanas, o indicador
registra 338,5 mil, sendo que na pesquisa anterior estava em 336,75 mil.

Ainda na quinta-feira, o Fed da Filadélfia destacou que o seu indicador de
atividade caiu para -6,3 pontos, sendo que a aposta era de 8 pontos para
fevereiro. O resultado de janeiro foi de 9,4 pontos, o que demonstra a piora do
setor na região.

Finalmente, na sexta-feira, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis
informou que as vendas de casas existentes, em janeiro, foi a 4,62 milhões na
taxa anual, contra resultado de 4,87 milhões em dezembro.

Com isso, o Dow Jones acumulou perdas de 0,3% em cinco dias, aos 16.103,3
pontos. No caso do S&P 500 recuou 0,1% aos 1.836,25 pontos. Confira os gráficos:

Mercado Local

O IPC-S de 15 de fevereiro de 2014 apresentou variação de 0,78%, 0,18 ponto
percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice
apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu
do grupo Educação, Leitura e Recreação (3,71% para 2,47%). Nesta classe de
despesa, vale destacar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou
de 6,51% para 3,65%.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,30%, em fevereiro. A taxa
apurada em janeiro foi de 0,58%. Em fevereiro de 2013, a variação foi de
0,29%. A variação acumulada em 2014, até fevereiro, é de 0,88%.  Em 12 meses, o IGP-10 variou 5,57%. O IGP-10
é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10
do mês de referência.

 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,07%, em fevereiro. Em
janeiro, a variação foi de 0,55%. Os Bens Finais registraram taxa de variação
de 0,01%, em fevereiro, ante 0,20%, em janeiro. Contribuiu
para esta desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de
0,83% para -0,66%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os
subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,19%. No
mês anterior, a taxa de variação foi de 0,42%.

O Banco Central divulgou na manhã de segunda-feira mais uma edição do relatório
Focus. O documento aponta para a elevação do IPCA em 2014, que segundo os
analistas deve ficar em 5,93%, ante estimativa anterior de 5,89%. Para 2015, a aposta é de 5,70%.

 

O mercado aumentou também a estimativa para o fechamento do
dólar comercial no final deste ano, indo de R$ 2,47 para 2,48. Para o próximo
período, a aposta subiu de R$ 2,53 para 2,55.

 

Os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a projeção da
Selic em 11,25% e 12,0%, respectivamente para 2014 e 2015. A aposta do PIB deste
calendário caiu de 1,90% para 1,79%, enquanto para o seguinte caiu de 2,20%
para 2,10%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de
fevereiro, variação de 0,24%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta,
a variação foi de 0,46%.O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo
entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou
variação de 0,06%, no segundo decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês
anterior, a taxa foi de 0,36%. A taxa de variação dos Bens Finais recuou de
0,25% para -0,08%. A maior contribuição para esta desaceleração teve origem no
subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,74% para -1,01%.

 

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou
de 0,64%, em janeiro, para 0,98%, em fevereiro. O destaque coube ao subgrupo materiais
e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,08% para 0,72%.

A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de fevereiro sinaliza recuo
de 1,1% em relação ao resultado final de janeiro, considerando-se dados livres
de influência sazonal. Com a queda, o índice atingiria 98,4 pontos, ficando
abaixo da média histórica pelo 11º mês consecutivo.

A taxa de desocupação de janeiro foi estimada em 4,8%, apresentando alta de 0,5
ponto percentual frente a dezembro (4,3%), e queda de 0,6 ponto percentual no
confronto com janeiro do ano passado (5,4%). A população desocupada (1,2 milhão
de pessoas) apresentou elevação de 9,6% frente a dezembro e ficou 12,6% menor
em relação a janeiro de 2013.
A população ocupada (23,1 milhões) declinou 0,9% em
relação a dezembro e ficou estável na comparação com janeiro do ano passado. O
número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,8 milhões)
ficou estável tanto em relação a dezembro quanto a janeiro de 2013. O
rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.983,80) ficou estável frente
a dezembro (R$1.979,14) e 3,6% acima do registrado em janeiro de 2013 (R$
1.915,63). A massa de rendimento médio real habitual (46,2 bilhões) em janeiro
de 2014 caiu 1,0% em relação a dezembro e aumentou 3,3% na comparação com janeiro
do ano passado. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (56,7 bilhões
em dezembro de 2013) cresceu 14,5% na comparação com novembro de 2013 e caiu
0,9% na comparação com dezembro de 2012.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve variação de
0,70% em fevereiro e ficou próximo da taxa de janeiro (0,67%). Para os dois
primeiros meses do ano, a variação situou-se em 1,37%. No acumulado dos últimos
12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,65%, perto dos 12 meses imediatamente anteriores
(5,63%). Em fevereiro de 2013,
a taxa havia sido de 0,68%.

Em fevereiro, o grupo educação teve alta de 6,05%, sendo responsável por 0,27
ponto percentual do índice. Esse resultado reflete os reajustes praticados no
início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos
regulares, que subiram 7,65% e foram o item de maior impacto individual no mês,
com 0,22 ponto percentual. Com exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento
em virtude da diferença da data de reajuste, nas demais regiões os cursos
situaram-se entre os 3,44% registrados na região metropolitana de Porto Alegre
e os 11,72% do Rio de Janeiro. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma,
informática, etc.), a variação foi de 5,93%.

Dentro desse cenário, o Ibovespa teve perdas acumuladas de 1,7% aos 47.380
pontos. Confira o gráfico de longo
prazo, as maiores altas, baixas e as ações mais negociadas da semana:

Maiores Altas


Ativo

Código

Último

Variação

BROOKFIELD

BISA3

1,48

19,35%

GOL

GOLL4

11,37

5,28%

LOJAS RENNER

LREN3

57,17

4,52%

KROTON

KROT3

41,44

2,32%

BR MALLS PAR

BRML3

17,31

2,18%

Maiores Baixas


Ativo

Código

Último

Variação

ANHANGUERA

AEDU3

11,50

-12,88%

OI

OIBR4

3,76

-12,15%

USIMINAS

USIM5

10,42

-9,71%

BRASKEM

BRKM5

17,58

-9,15%

ROSSI
RESID

RSID3

1,69

-8,65%

Mais Negociadas


Ativo

Código

Último

Volume

SegmentO

VALE

VALE5

R$ 30,50

1.494.955.568,00

Minerais Metálicos

PETROBRAS

PETR4

R$ 14,21

1.357.795.856,00

Exploração e/ou Refino

ITAUUNIBANCO

ITUB4

R$ 30,93

1.136.361.888,00

Bancos

BRADESCO

BBDC4

R$ 27,12

851.202.752,00

Bancos

VALE

VALE3

R$ 34,56

697.512.480,00

Minerais Metálicos

Mercado Cambial

Com um início de semana conturbado para o mercado local de ações, o procura
pelo dólar comercial começou agitada, chegando a acumular alta de 1,2% em
relação ao fechamento do período anterior. No entanto, a partir da
quarta-feira, houve um aumento na oferta da moeda americana, o que equilibrou o
cenário. Sendo assim, ao final de cinco dias, a perda foi de 1,1% a R$ 2,3550. Confira o gráfico:


(por Gabriel Codas)


Fonte: Enfoque
Recebido em: 21/02/2014 18:45:15

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